#02 SPC Review – Parte I

Certa vez o cientista francês Lavoisier disse que “na natureza nada se cria, tudo se transforma”. Nós, publicitários, jornalistas, comunicadores, sabemos que no dia a dia da comunicação este conceito é um pouco diferente, e na prática muitos costumam dizer que “na natureza nada se cria, tudo se copia”.

Copiar ou não copiar, eis a questão. Quando o assunto é internet, copiar ganha um patamar mais importante do que o normal, afinal o ctrl+c, ctrl+v está ao alcance de cada teclado por aí.

Mas, aqui no COMDPI, internet é mais do que algo sério. Para provar que existe vida além do copy-paste, o MBA em Gestão Comunicação Online, Marketing Digital e Publicidade na Internet trás a você o #02 SPC, um seminário onde os alunos apresentam uma série artigos produzidos nos meses antecessores.

E já que um dos conceitos que norteiam o digital é a convergência, a aluna Melissa Mussi, da turma 02 do COMDPI produziu um review que mostra uma prévia do que foi quais os principais assuntos abordados nestes artigos.

Dê só uma olhada:

A apresentação que teve como tema “Legalidade das Legendas” abordou a eterna guerra entre os estúdios detentores de seriados e os grupos que produzem legendas e disponibilizam o material na web de maneira clandestina.

Os estúdios argumentam que a tradução não pode ser pirateada para evitar mudanças de contexto. Já os grupos de legendas, que geralmente são os fãs destes seriados que não conseguem esperar a versão oficial chegar ao Brasil, dizem que eles ajudam muito a tornar os seriados conhecidos, difundem a serie e que muitas vezes a legenda feita por eles e ainda melhor que a versão traduzida oficial, pois eles acompanham todas as atualizações e novidades sobre o conteúdo, por serem adi cilhados pelo seriado. Para o Bruno, que conduziu esta apresentação, esta e uma “guerra a favor das leis e contra os fãs” e ele defende uma parceria entre as partes.

Outra apresentação interessante foi sobre a Presença online nos hospitais, onde foram analisados sites, redes sociais dos quatro hospitais: Vita, Santa Cruz, Pilar e Vitoria. Concluiu-se que, apesar de todos possuírem sites e responderem rapidamente ao formulário, em termos de comunicação este e um segmento de mercado que está muito defasado. Próximos passos seriam uma analise ainda mais focada em redes sociais e pesquisa com os clientes para saber que tipo de informações que eles esperam dos veículos de comunicação dos hospitais.

A apresentação “A internet como potencializadora da democratização da informação no Brasil”, trouxe o case de sucesso do rapper Emicida, que foi lançado a fama via YouTube, Facebook e Twitter com investimento praticamente nulo se comparado ao custo de uma produção tradicional inicial. Anteriormente foi feita uma contextualização sobre o rap no Brasil e a analise do comportamento das comunidades virtuais, que, quando atuantes, possibilitam a quebra de barreiras como geolocalização, classes sociais, adesão de novos públicos. Pela cultura participativa, hoje o público consegue ter acesso rápido a todas as opções disponíveis – independente do investimento – e decidir o que é realmente bom. Achei fantástica a criatividade do rapper que, via Tweetcam, cria músicas ao vivo e, na interação com os fãs, pede palavras para essas criações imediatas. Isso possibilitou que seu primeiro CD fosse lançado pelo site dele, pois ele virou fenômeno na internet. A obra foi disponibilizada gratuitamente e o fã só precisava enviar um tweet informando que fez o download.

A busca pelo que e cool foi abordada na apresentação sobre Coolhunting. Coolhunting busca atrair a atenção das pessoas para estimular tendências que influenciam o mercado. As marcas se apropriam dos hábitos dos consumidores para criar produtos que chamam a atenção deles. O planejamento de comunicação de uma empresa passa a se basear na análise do comportamento e das tendências adotadas pelo publico alvo. Dentro da rede, as formas de expressão podem forjar sentimentos, estilos de vida então e recomendável não se basear apenas pela pesquisa online. Já o Coolhunting off-line traz uma restrição ao profissional designado para a tarefa. Só poderia encontrar o cool quem e cool. Porém, quanto mais rápido for a descoberta do cool, mas rápido ele deixa de ser cool, pois a popularização faz com que ele perca seu propósito.

A apresentação Crianças no Ciberespaço buscou descobrir como as crianças se relacionam em uma plataforma de interação, utilizando como exemplo o Toonix, que eles aprenderam a usar sozinhos. As autoras do trabalham criaram um perfil não para interagir, apenas para observar. Foram feitas entrevistas com crianças de sete a dez anos que utilizam a ferramenta, e chegou-se a conclusão de que para eles ciberespaço e entretenimento. As crianças interagem muito mais com a plataforma do que com os outros avatares e quando isso acontece os diálogos são curtos, objetivos e precários.

 

E ai, curtiu? Então não perca tempo! Saia do ócio criativo e acesse www.comdpi.com.br. Porque há maneiras e maneiras de trabalhar com internet, mas aqui, no COMDPI, só existe uma maneira: a certa.

COMDPI, porque internet é coisa séria.